A ideia de uma Universidade Feminista surgiu das primeiras alunas do mestrado de estudos sobre mulheres da Universidade Aberta, ganhando forma em novembro de 2012, quando se realizou a primeira reunião deste «ponto de encontro informal».

«A Universidade Feminista não é uma universidade formal, é um ponto de encontro informal, de pessoas interessadas nas questões relacionadas com o estudo do género, feminismo, estudos sobre as mulheres e não só», explicou à Lusa Luísa Rego, que faz parte da comissão organizadora.

De acordo com Luísa Rego, esta será uma universidade aberta a homens e mulheres, propondo-se ser um espaço de partilha e de troca de ideias, reunindo quer académicos,investigadores, ativistas ou militantes.

A responsável sublinhou que não está em causa um feminismo como doutrina, mas antes uma vontade em analisar as questões do mundo atual sempre sob a perspetiva da igualdade de género.

«Esta universidade vai funcionar por ciclos temáticos e por seminários e tem um calendário já delineado para dois anos. O primeiro ciclo é em novembro, dezembro, e é sobre o tema de migrações e cidadanias», adiantou.

A inscrição por ciclo temático de quatro sessões é de 15 euros, e de 20 euros no caso de cinco sessões. Se for só uma sessão, o preço é de cinco euros. No caso das pessoas desempregadas, está definido um valor de cinco euros por ciclo temático.

Desigualdade salarial, violência doméstica, assédio sexual ou baixa representatividade de mulheres em cargos públicos são algumas das problemáticas a que a Universidade Feminista quer dar voz, com o objetivo de repor o feminismo, na agenda política.

Esta sexta-feira, tal como explicou Luísa Rego, decorre a primeira parte da sessão de abertura da Universidade Feminista, na Fundação Calouste Gulbenkian, a partir das 17h30. A segunda parte está prevista para sábado, no Centro de Cultura e Intervenção Feminista da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), em Lisboa.

Luísa Rego apontou ainda que o feminismo é uma perspetiva de ver o mundo que, até em tempos de crise, fica desvalorizada e parece uma questão menor, mas lembrou que a desigualdade entre géneros continua a existir, apesar das mudanças legislativas que ocorreram nos últimos 40 anos.