Os trabalhadores da Linha Saúde 24 revelaram, esta terça-feira, que a empresa que administra aquele serviço foi «forçada a readmitir 17 dos 150 enfermeiros despedidos ilegalmente», perante as «evidências claras e públicas de uma atuação ilegal e grosseira».

Para os trabalhadores, esta readmissão não resolve os problemas da linha e dos enfermeiros, consistindo apenas em «mais um episódio da gestão errática e propagandística» da empresa, que acusam de estar a «destruir a credibilidade da Saúde 24».

Em comunicado, estes funcionários recordam que desde a «imposição coerciva» da redução salarial (em dezembro) por parte da empresa até ao início deste mês foram dispensados 150 enfermeiros, uma dispensa que está a ser colmatada pela entrada de enfermeiros com formação de quatro dias e sem qualquer experiência na área.

Esta escassez de funcionários resultou na perda de uma média de 1.000 chamadas por dia, o que ainda assim não terá sido suficiente para mudar a atuação da empresa, consideram.

«Após criar um cenário catastrófico, que coloca em risco os utentes e a Saúde 24, e após o exorbitante gasto de dinheiro público para difamar os enfermeiros, comprando páginas de jornais para o efeito, a administração da Saúde 24 volta a surpreender: neste momento a administração começou a informar alguns trabalhadores que devem voltar aos postos de trabalho de onde foram despedidos», acusam.

Ao todo, segundo uma nota dos trabalhadores, foram readmitidos 17 dos trabalhadores que tinham recusado as alterações contratuais.

Na opinião dos enfermeiros da linha, esta atuação da empresa é «mais uma medida de propaganda», simulando uma resposta e um ligeiro desagravamento da situação, perante as recentes declarações públicas do Ministro da Saúde, apelando à reposição da legalidade na LCS (Linha Saúde 24) e ao cumprimento do contrato.