A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) pôs hoje em causa os números do Governo sobre escolas sem amianto afirmando que há casos onde «a remoção foi apenas parcial».

Na última quarta-feira o Ministério da Educação disse que tinham sido retiradas coberturas com amianto em 147 escolas, em 2013, e que vão começar obras com fim idêntico em mais 150 estabelecimentos de ensino.

Hoje, num comunicado divulgado após uma reunião com a organização ambientalista Quercus, a Fenprof diz que não foi ainda possível verificar a situação nas 147 escolas referidas pelo Governo mas que já foi possível perceber que a remoção não foi concluída, «ao contrário» do que afirmou o Ministério.

«Também em relação a 2014, escolas que aparecem como tendo o procedimento a decorrer, a única coisa que aconteceu foi a realização do concurso, ainda em 2013, não tendo havido mais novidades de então para cá», diz a Fenprof, que promete verificar todas as escolas da lista apresentada pelo Governo.

A Fenprof lamenta que não se avance com a remoção do amianto (substância cancerígena utilizada no passado na construção civil) nem nos 52 casos que o Governo considera prioritários. E nas últimas férias da Páscoa, «ao contrário do que afirmara Nuno Crato», ministro da Educação, «não se conhecem escolas em que tivessem sido desenvolvidas obras de remoção».

Como resultado do encontro de hoje a Fenprof e a Quercus decidiram pedir uma reunião à entidade que está implicada no processo de remoção do amianto, com a federação a anunciar ainda que vai disponibilizar apoio jurídico para que as comunidades escolares possam avançar «com ações populares em tribunal».