O verão e o dia mais longo chega no sábado, mas apenas para cumprir calendário, porque as temperaturas serão amenas e o sol põe-se à mesma hora, ou mesmo mais tarde, até final do mês.

Ainda assim, do lado norte da terra assinala-se o solstício de verão e a estação substitui a primavera precisamente às 11:51, mantendo-se durante 93,65 dias, até chegar o equinócio do outono, a 23 de setembro.

No sábado o sol nasce às 06:12 e só se põe às 21:05. É na verdade o dia do ano com mais sol, mas também o será o dia seguinte, domingo. De segunda a quarta-feira da próxima semana nascerá um minuto mais tarde, mas mantém-se a hora de se pôr.

Na quinta-feira, 26, nasce um minuto ainda mais tarde mas também se vai pôr um minuto mais tarde, às 21:06. Na prática, até quase ao fim do mês, a diferença será de apenas um minuto.

«É normal, o solstício é quando o sol atinge a declinação máxima» em latitude, mas essas pequenas variações em relação ao pôr-do-sol são normais, disse à Agência Lusa a astrónoma Suzana Ferreira.

Como normais são também as temperaturas que não devem de exceder os 25 graus no dia em que chega a estação do calor, como disse também à Lusa a meteorologista Maria João Frada.

Na verdade, alerta, no primeiro dia de verão até podem ocorrer chuviscos ocasionais, tudo por culpa de uma região depressionária a oeste do continente. E o pior é que essa depressão deve deslocar-se no fim de semana e tornar o tempo ainda menos de verão até quarta-feira. Mas diz a especialista «é perfeitamente normal para a época».

Como é normal para muitos ser o verão das estações mais esperadas, associada a férias, a «pouco trabalho e muita micose» segundo o escritor brasileiro Luis Fernando Veríssimo, a dias de calor e de praia, a bons momentos. «O meu país sabe as amoras bravas no verão», escreveu a poetisa portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen.

Mas são relativos os estereótipos. Não há relatos de que sejam mais felizes os habitantes de Spitsbergen, no arquipélago ártico de Svalbard, onde o dia começou a 17 de abril e onde só a 25 de agosto se vai começar de novo a pôr o sol.

Nem que sejam infelizes os habitantes de Ushuaia, Argentina, no hemisfério sul já perto da Antártida, onde no sábado o sol nasce às 11:00 e se põe pouco depois das 18:00. E onde se comemora com muitas festas o solstício de inverno.

«Quando as pessoas são felizes não reparam se é inverno ou verão», escreveu o dramaturgo russo Anton Tchekhov.