A revista semanal Sábado revela na edição de amanhã que o ex-primeiro-ministro, José Sócrates, é um dos suspeitos no processo Monte Branco, atualmente em investigação. No entanto, a Procuradoria-Geral da República emitiu um comunicado em que esclare que o ex-primeiro-ministro não está a ser investigado.

«(...) Esclarece-se que José Sócrates não está a ser investigado nem se encontra entre os arguidos constituídos no Processo Monte Branco», lê-se na nota que não adianta mais pormenores.

Segundo a publicação, o Ministério Público estaria mesmo a ponderar uma detenção do ex-primeiro-ministro para prestar depoimento.

A Sábado avança que Sócrates estaria sob vigilância há vários meses e as autoridades já teriam mesmo quebrado o sigilo bancário e fiscal do ex-primeiro-ministro.

Ainda segundo a revista semanal, existiriam outros suspeitos, nomeadamente, o primo que apareceu no caso Freeport, José Paulo Bernardo, e o amigo que comprou as casas da mãe de José Sócrates, Carlos Manuel dos Santos Silva.

Esta quarta-feira a TVI confirmou que elementos do DCIAP efetuaram buscas na sede da empresa Rioforte, em Lisboa, também no âmbito da operação Monte Branco, como confirmou a Procuradoria-geral da República, em comunicado.

A operação Monte Branco está relacionada com um alegado esquema de fuga ao fisco e branqueamento de capitais através de um sociedade suíça de gestão de fortunas detida por Michel Canals e Nicolas Figueiredo, antigos quadros do banco suíço UBS, além de Álvaro Sobrinho, presidente não executivo do BES Angola.

Na passada quinta-feira, Ricardo Salgado foi detido e constituído arguido no âmbito do mesmo processo.

A Rioforte apresentou na passada terça-feira um pedido de falência no Luxemburgo, por «não estar em condições de cumprir com as obrigações decorrentes de determinadas dívidas».

Notícia atualizada às 20:13