O ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, afirmou esta sexta-feira que a abertura do Colégio Militar ao internato feminino «enriquece» a instituição.

«É uma matéria inquestionável para nós», afirmou Aguiar-Branco, assumindo que, nesta matéria, há uma «divergência insanável» entre o Governo e a direção da Associação de Antigos Alunos do Colégio Militar (AAACM).

Os antigos alunos do Colégio Militar manifestam-se esta sexta-feira num «protesto silencioso» contra as «mudanças abruptas» introduzidas pelo Ministério da Defesa, que «descaracterizarão e matarão o Colégio Militar»,durante a cerimónia de abertura solene do ano letivo na instituição.



Em causa está a alteração do modelo de admissões no Colégio Militar, que, a partir deste ano letivo, passou a funcionar em regime misto.

A partir do próximo ano letivo, está previsto que seja possível coexistir internato masculino e internato feminino.

Para o ministro, a presença de meninas no Colégio Militar permite uma «maior atratividade» e o «reforço» da qualidade da instituição, invertendo a tendência dos últimos anos, que tem tido cada vez menos alunos.

Aguiar-Branco garantiu que a integração das 50 alunas que já frequentam o Colégio Militar tem sido «fácil, simples e positiva», num clima «absolutamente sereno».

O internato feminino no ensino militar esteve, até agora, limitado ao Instituto de Odivelas, cuja extinção foi anunciada pelo Governo.

Os antigos alunos e associações de pais de ambas as instituições têm vindo a criticar publicamente a alteração do modelo.