A média dos exames nacionais do Secundário a Física e Química em 2011/2012 manteve-se em terreno negativo, com os mesmos 8,1 valores obtidos no ano anterior, segundo o relatório do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE).

Na análise dos resultados da prova de exame nacional de Física e Química A (1.ªfase) foram consideradas as respostas de 29.867 alunos (internos) e a percentagem de classificações iguais ou superiores a 10 valores (em 20) foi apenas de 34,3%.

Segundo os resultados obtidos, no caso dos itens de cálculo, aplicados nestas provas, «a conceção de metodologias de resolução continua a ser a área (de carácter transversal) de maior fragilidade», refere o documento.

«Algumas das fragilidades aqui apontadas, relativas sobretudo ao processo global de aprendizagem, assumem um carácter transversal a várias disciplinas. Face ao exposto, sugere-se um modelo de aprendizagem por tarefas, de acordo com o qual os alunos se possam tornar mais autónomos na abordagem das situações-problema propostas, conseguindo estabelecer estratégias de resolução adequadas», acrescenta o GAVE.

Os dados do Ministério da Educação, divulgados terça-feira à noite, indicam ainda que nas provas de Biologia e Geologia (1.ª fase) a média manteve-se negativa, com 9,8 valores (em 20), o mesmo do que no ano anterior. Aqui, foram consideradas as respostas de 29.181 alunos (internos).

De acordo com o GAVE, a intervenção didática nestas duas áreas deve passar por um reforço do ensino e da aprendizagem de conteúdos, «apostando-se na diversificação de experiências educativas e em atividades que promovam a análise de situações-problema que integrem uma abordagem transversal dos temas do Programa».

«Sugere-se, igualmente, um reforço das experiências de aprendizagem que promovam o desenvolvimento de capacidades relacionadas com a explicitação de raciocínios de causa-efeito e a produção de textos que reflitam correção, quer no encadeamento lógico-temático e na utilização da linguagem científica, quer no domínio da comunicação escrita em língua portuguesa», acrescenta o relatório.

Na disciplina de Filosofia (1.ªfase), consideradas as respostas de 3.972 alunos (internos), a média manteve-se nos 8,9 valores.

A prova de Geografia A, consideradas as respostas de 14.484 alunos (internos), a média nacional manteve-se nos 10,7 valores.

A média nacional da prova de exame nacional de História A (1.ª fase) subiu ligeiramente, para 11,9 valores (11,8 no ano anterior), consideradas as respostas de 10.645 alunos (internos).

Já na prova de exame nacional de Economia A (1.ª fase), tendo em conta as respostas de 4.537 alunos (internos), a média nacional manteve-se nos 11,7 valores.