Muitas mulheres tem vindo a optar por formas diferentes de dar à luz e a nova tendência aponta agora para o parto de lótus. O objetivo deste tipo de parto é manter o recém-nascido ligado à placenta durante alguns dias após o nascimento.

Na prática, isto consiste em deixar a placenta, expelida pela mãe, ligada ao recém-nascido através do cordão umbilical até que este se liberte sozinho.

Debbie Rodhes, parteira há nove anos, considera que não existem benefícios físicos em optar pelo parto de lótus, mas realça os seus benefícios espirituais. «Quem opta por este tipo de parto, acredita que a separação tem de acontecer naturalmente e que não se pode interferir neste processo», contou a BBC.

No Reino Unido, o parto de lótus já mereceu a contestação por parte dos obstetras que temem que esta prática possa provocar graves infeções aos recém-nascidos.

«Temos consciência que hoje em dia as mulheres estão a optar cada vez mais por não cortar o cordão umbilical, mas é algo que nós não aconselhamos e que se pode tornar prejudicial para o bebé», revelou Patrick O¿Brian, porta-voz do Royal College of Obstetricians and Gynaecologists (RCOG).

No entanto, ainda não existem estudos que possam ser utilizados para justificar ou condenar esta nova prática.