Os inspetores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) iniciam, esta sexta-feira, uma greve ao trabalho extraordinário, por tempo indeterminado, devido «à gravíssima falta de pessoal».



Convocada pelo Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF (SCIF-SEF), a paralisação ao trabalho extraordinário vai durar até que o Ministério da Administração Interna apresente uma proposta concreta de admissão de novos inspetores.

O presidente do sindicato, Acácio Pereira, disse à agência Lusa que a situação no SEF «atingiu o limite», e deu como exemplo o porto de Lisboa, que chega a estar sem inspetores durante a noite, já que têm que se deslocar para o aeroporto para «acudir às necessidades» deste local.

Acácio Pereira adiantou que «é urgente e indispensável a admissão» de novos inspetores, tendo em conta que, desde 2004, não há qualquer ingresso de trabalhadores no SEF, o que poderá, «a muito curto prazo, comprometer o eficaz controlo das fronteiras externas e toda atividade operacional». Segundo o sindicato, são necessários perto de 200 novos inspetores.

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, já anunciou o recrutamento este ano de novos inspetores para o SEF, mas o presidente do sindicato disse que «esta promessa não tem passado de afirmações sem consequências». «Precisamos que haja um sinal claro de que se vai avançar para o processo de recrutamento», afirmou.

A greve ao trabalho extraordinário vai decorrer entre as 17:30 e as 09:00 de todos os dias úteis, e durante 24 horas, ao fim de semana.

De acordo com o sindicato, a paralisação ao trabalho extraordinário vai afetar o trabalho de escolta, as operações e megaoperações de fiscalização e o reforço que está a ser feito no Algarve, durante o verão.