O coletivo dos juizes do processo Face Oculta deu como provados factos criminais relativos aos arguidos Armando Vara, condenado a cinco anos, José Penedos, condenado também a cinco anos e Paulo Penedos, condenado a quatro anos de prisão efetiva. O tribunal deu ainda como provados 49 crimes de Manuel Godinho, condenando o sucateiro a 17 anos e seis meses de prisão.

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Os familiares de Manuel Godinho foram também condenados. Namércio Cunha, um dos principais arguidos a colaborar com a justiça, foi condenado a um ano de prisão com pena suspensa. Já João Godinho, filho do sucateiro, foi condenado a dois anos e três meses de prisão com pena suspensa. Por fim, Hugo Godinho, sobrinho do principal arguido, foi condenado a cinco anos e seis meses de prisão.



Armando Vara está acusado de três crimes de tráfico de influência, enquanto José Penedos, responde por duas acusações de corrupção e outras duas de participação económica em negócio.

O coletivo de juízes presidido por Raul Cordeiro deu ainda como provada a associação criminosa da «rede tentacular» do sucateiro Manuel Godinho que tinha como objectivo conseguir favorecimentos em concursos para levantamentos de resíduos a troco de contrapartidas.

O julgamento do processo de corrupção chega hoje ao fim com a leitura do acórdão final, quase três anos depois de ter começado.

Antes, o tribunal já tinha rejeitado o pedido de nulidade das escutas de Paulo Penedos. A defesa tinha pedido a nulidade das gravações em que participava o arguido, alegando que as escutas entre Vara e Sócrates também foram destruídas.