O Sindicato dos Enfermeiros vai convocar cinco dias de greve este mês, que serão distribuídos por vários distritos, e pondera avançar para os tribunais para tentar travar a passagem das 35 para as 40 horas semanais.

Em conferência de imprensa esta sexta-feira, em Lisboa, o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) exigiu a discussão de um regime de trabalho de 35 horas para todos os enfermeiros do Serviço Nacional de Saúde (SNS), bem como uma nova grelha salarial.

José Carlos Martins, dirigente do sindicato, disse que o governo não aceitou negociar todas as matérias do caderno reivindicativo dos sindicatos e que o Ministério da Saúde pretendia um acordo de paz social, enquanto decorressem as negociações.

O SEP espera que durante a próxima semana o Ministério da Saúde apresente um calendário de negociações para todas as propostas.

«Se os ministérios da Saúde e Finanças assumirem a negociação objetiva e concreta de cada uma das matérias, e com um calendário ajustado, equacionamos a não realização da greve», admitiu José Carlos Martins.

Por agora, o sindicato tem greves previstas entre as 08:00 e as 12:00 distribuídas das seguintes formas: dia 15 de outubro em Santarém, Lisboa, Setúbal e Madeira, dia 16 em Portalegre, Évora e Beja, dia 17 no Algarve e Açores, dia 18 nas instituições da zona centro do país e dia 22 em Viana do Castelo, Braga e Porto.