Nestes últimos anos, desenvolveu-se uma pequena indústria norte-americana a volta da venda e/ou doação de leite materno na Internet.

Um estudo, publicado esta segunda-feira no jornal «Pediatrics», vem confirmar as preocupações dos profissionais de saúde sobre este mercado não regulamentado.

O relatório concluiu que as amostras de leite materno comprado em dois sites diferentes continham altos níveis de bactérias. Os valores detetados eram suficientes para adoecer uma criança.

Apos várias pesquisas demostrarem que o leite materno protege as crianças contra as infeções e as doenças, os médicos aconselham cada vez mais as mães a amamentar.

O que pode ser algo difícil de se concretizar para quem optou pela adoção, sofreu uma mastectomia ou simplesmente não produz leite suficiente. Foi neste âmbito que surgiu a partilha de leite materno online. Alguns sites disponibilizam gratuitamente o leite enquanto outras pedem um valor simbólico.

Nos Estados Unidos, já foram criados 13 bancos de leite humano pela associação «Human Milk Banking», que exige que os doadores assim como as doações sejam registadas e o leite pasteurizado.

A equipa de investigadores do doutor Keim alerta para o facto de um comprador online não conseguir saber de onde provem verdadeiramente o leite que vai comprar.

Em Portugal, apenas existe um banco de leite humano.