A proteção civil informou hoje que já foram destruídos no Alto Minho, desde o início do ano, 35 ninhos de vespa asiática, uma espécie predadora, dos quais cerca de uma dezena só no mês de julho.

«Este ano, em termos de casos que nos foram participados, já destruímos 35 ninhos. Mas trata-se de um número que está de acordo com o que era expectável e que corresponde à evolução desta espécie», explicou à agência Lusa Robalo Simões, 2.º Comandante Operacional Distrital Operacional de Operações de Socorro de Viana do Castelo.

Deste total, acrescentou, o grosso dos ninhos de vespa velutina - conhecida também como asiática e que ameaça a produção de mel -, foram destruídos pelos bombeiros no concelho de Viana do Castelo, com 24 casos.

Há ainda registo de cinco ninhos destruídos igualmente nos primeiros sete meses do ano no concelho de Monção, quatro em Ponte de Lima e dois em Caminha.

Do total de 35 ninhos destruídos no distrito, cerca de uma dezena foram eliminados já durante o mês de julho e apenas no concelho de Viana do Castelo.

Por norma são detetados a mais de 10 metros de altura, no topo de árvores, mas nas últimas semanas há registo, igualmente, de ninhos encontrados em zona de silvas.

A Proteção Civil de Viana do Castelo apelou à população, no início do ano, para participar a deteção de novos casos de ninhos de vespa asiática na região mas «sem alarmismos».

As autoridades já previam, na altura, um aumento do número de casos nos meses seguintes, à semelhança da progressão da espécie registada em França e Espanha.

Desde dezembro de 2012 que a coordenação das operações de identificação e destruição de ninhos de vespa asiática na região está a cargo da Proteção Civil do distrito, sendo a destruição assegurada normalmente pelos bombeiros, com recurso a lança-chamas adaptados.

Segundo Miguel Maia, técnico da Associação Apícola Entre Minho e Lima (APIMIL), além do problema da biodiversidade, ao «prejudicar a alimentação» de outras espécies, trata-se de uma vespa «mais agressiva».

«Faz com que as abelhas não saiam para procurar alimento, porque estão a ser atacadas, enfraquecendo assim as colmeias, que acabam por morrer», explicou, na ocasião.

Ainda assim, admite que não sejam um «perigo imediato» para os seres humanos.

«Só se forem lá mexer», disse.

A vespa velutina é originária do sudoeste da Ásia e foi introduzida na Europa através do porto de Bordéus, em França, no ano de 2004.

«De então para cá, já conquistou um terço do território francês e colonizou parte do norte de Espanha, em 2010. No ano seguinte a presença foi detetada em Portugal», explica a APIMIL.