Mais de 60 mil amostras biológicas foram recolhidas no primeiro ano de vida do Biobanco, um serviço que se tem revelado «útil para as pessoas», de acordo com o presidente desta estrutura.

João Eurico Fonseca, diretor do Biobanco do Instituto de Medicina Molecular (IMM), explicou à agência Lusa que o número de amostras superou as expectativas, o que demonstra que «efetivamente estávamos a oferecer um serviço que era útil para as pessoas».

«Os nossos colegas que fazem investigação clínica perceberam que valia a pena, em projetos de investigação que estavam a arrancar, associarem-se ao biobanco e fazerem as colheitas através do biobanco e o registo da informação clínica através do biobanco», adiantou.

Dados do IMM revelam que, ao fim de um ano de atividade, o Biobanco conseguiu sete mil dadores, 60 mil amostras e 20 coleções.

Os dadores também têm contribuído para este elevado número de recolhas, uma vez que praticamente «todas as pessoas inquiridas para, no decurso do ato de consulta, contribuírem com uma amostra, aceitam e colaboram com entusiasmo, interesse e motivação».

As amostras, juntamente com a informação clínica, são levadas para o Biobanco e levantadas sempre que for necessário.

João Eurico Fonseca contou que, recentemente, registou-se uma solicitação de Espanha, feita por um investigador que estava a trabalhar na área genética de uma doença e submeteu um estudo a uma revista científica, a qual manifestou interesse, mas disse que era necessário replicar numa população diferente, mas com a mesma doença.

Os exemplos reproduzem-se em outras áreas, como a clínica, tendo algumas amostras sido utilizadas para melhor caracterizar algumas doenças raras.

De acordo com o IMM, o Biobanco participou neste último ano em vários projetos internacionais, para os quais contribuiu com mais de 1500 amostras.