O Tribunal de Estarreja condenou, esta quinta-feira, dois homens e uma mulher que há dois anos assaltaram uma gasolineira na Murtosa com uma arma de fogo a penas suspensas e 200 horas de trabalho comunitário.

Inicialmente, os arguidos estavam acusados de um crime de roubo qualificado em coautoria, mas durante o julgamento o coletivo de juízes alterou a qualificação jurídica do crime para roubo simples por considerar «irrisória» a quantia roubada.

Os assaltantes, que respondiam ainda por um crime de detenção de arma proibida, foram condenados a dois anos e meio de prisão com pena suspensa por igual período, sujeita a regime de prova.

Os arguidos terão ainda de cumprir 200 horas de trabalho comunitário numa instituição a designar.

Dois dos assaltantes estavam ainda acusados de um furto qualificado na forma tentada, mas como a vítima desistiu da queixa, o procedimento criminal ficou extinto.

O tribunal deu como provado praticamente toda a acusação do Ministério Público.

Segundo o despacho de acusação, o assalto ocorreu num posto de abastecimento de combustíveis na Murtosa, contíguo à estrada nacional 109-5, no dia 27 setembro de 2011, pelas 16:15.

Um dos suspeitos entrou no estabelecimento com um capuz na cabeça e ameaçou o funcionário com uma caçadeira, exigindo todo o dinheiro que estava na caixa registadora, enquanto os dois cúmplices aguardavam no carro nas traseiras do estabelecimento.

Os assaltantes fugiram do local levando cerca de 100 euros, mas foram capturados pouco tempo depois, após o carro em que seguiam ser abalroado por uma patrulha da GNR, causando ferimentos nos ocupantes e danos materiais.