Por: Redacção / VG | 7- 4- 2010 14: 58
A ministra da Saúde afirmou esta quarta-feira que não reconhece qualquer validade às conclusões da Comissão de Utentes
do Centro de Saúde de Valença, quando atribuíram a morte de um homem de 82 anos ao fecho do serviço de urgência local, noticia a Lusa.
«A
única coisa que eu tenho que dizer à comissão é que eles não sabem de saúde o suficiente para poder fazer qualquer ilação
ou tirar qualquer conclusão sobre a morte de um cidadão, da idade que tinha o senhor. Não lhes considero qualquer validade
nos seus comentários», declarou Ana Jorge, no final da cerimónia que assinalou o Dia Mundial da Saúde, em Lisboa.
A
Comissão de Utentes disse na terça-feira que o homem deu entrada de manhã no centro de saúde, com uma paragem cardio-respiratória,
«não tendo recebido os cuidados médicos adequados por ausência de profissionais especializados e de equipamento adequado,
que deixaram de existir com o fecho da Urgência».
Doente morre em Valença: ministra recusa relação com fecho de urgências
A ministra referiu
«não haver qualquer razão» para que «cada cidadão não tenha médico para o próprio dia quando necessita», relativamente à situação
dos serviços de saúde no Alto Minho.
«Toda a população tem médico de família e o número de utentes por médico de
família é inferior ao que é considerado mínimo no restante país», salientou Ana Jorge.
A ministra insistiu na ideia
de que o Governo «não fechou urgências, mas abriu urgências», indicando que a região do Alto Minho tem neste momento dois
serviços de urgência básica, um serviço de urgência médico-cirúrgica e quatro ambulâncias de suporte imediato de vida.
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