logotipo tvi24

Ministro da Saúde analisa «ranking» pouco favorável

Estudo coloca Portugal no 25.º lugar entre 34 sistemas europeus

Por: tvi24 / CLC    |   2012-05-16 15:45

O ministro da Saúde vai analisar o estudo que coloca Portugal no 25.º lugar entre 34 sistemas europeus, mas quer saber qual a empresa que recolheu os dados, em que altura e a razão de os indicadores serem «voláteis».

O relatório foi divulgado na terça-feira, em Bruxelas, pela organização Health Consumer Powerhouse, que sublinha os «longos tempos de espera» e os «resultados» «medíocres».

Com um total de 589 pontos em mil possíveis, no conjunto de 42 indicadores de desempenho, Portugal caiu quatro posições relativamente ao posto que ocupava em 2009, e é agora o sétimo país da União Europeia com pior resultado, surgindo na lista, apenas à frente de Lituânia, Polónia, Hungria, Albânia, Macedónia, Letónia, Roménia, Bulgária e Sérvia, país que se encontra na ¿cauda¿ da tabela, com 451 pontos.

No extremo oposto, a Holanda lidera com 872 pontos em mil possíveis, seguida da Dinamarca (822), da Islândia (799), do Luxemburgo (791) e da Bélgica (783).

Segundo o relatório, Portugal e Espanha foram os únicos em que a «crise afetou a assistência médica».

À margem da inauguração de uma rede de cuidados continuados, na Amadora, Paulo Macedo indicou a necessidade de saber qual a empresa sueca que fez o estudo, a que anos se reporta e a razão dos «indicadores irem variando ao longo dos anos».

«É muito difícil dizer qual é a nossa evolução em termos comparativos, tanto mais que em termos de score concreto Portugal não baixou. Houve um score absoluto de outros países que cresceu», afirmou aos jornalistas.

Para o governante, seria «possível ver a tendência, se se mantivessem os indicadores».

«Como todos os estudos vamos avaliá-lo, mas para já quereríamos saber quem é a empresa sueca, a que período é que se reporta e porque é que os indicadores são tão voláteis», concluiu.

Acerca da rede de cuidados continuados, Paulo Macedo admitiu a necessidade de «cobertura adicional» na região de Lisboa e Vale do Tejo, uma vez que há «cobertura com alguma expressão já a Norte».

Face à tendência futura de existirem mais idosos «que felizmente vivem mais», vai ser preciso «tratar com mais intensidade», considerou.

Questionado se já recebeu a carta hospitalar, o ministro respondeu ter recebido um estudo sobre a mesma e que deverá ser colocado em discussão pública.

Quanto às conversações com os médicos sobre grelhas salariais, Paulo Macedo acredita que será possível o acordo, salientando que as negociações continuam e que pela tutela não houve qualquer ameaça de rutura.

Perante a hipótese levantada pelos clínicos de greve, o ministro respondeu estar «sempre atento ao que lhe dizem» e recusou que exista qualquer impasse nas negociações e sim uma «evolução programada das negociações».

Partilhar
EM BAIXO: Paulo Macedo
Paulo Macedo

Tuberculose nas cadeias preocupa guardas prisionais
Doença propagou-se dos reclusos aos funcionários
Pais querem saber condições de acesso para quem teve exame adiado
Querem garantir que esses alunos vão ter condições iguais de candidatura ao ensino superior
Três universidades portuguesas entre as 100 melhores do mundo
Aveiro, Minho e a Universidade nova de Lisboa com destaque no ranking da revista «Times Higher Education»
EM MANCHETE
Cavaco promulga subsídios de férias em 24 horas
Diploma que regula pagamento aos funcionários públicos e pensionistas chegou a Belém na terça-feira. Com o «sim» do presidente, subsídios só serão pagos em novembro
Frente Comum vai pedir fiscalização da lei dos subsídios
Greve geral: exames antecipados para dia 26 de junho
PUB