Por: Redacção / CLC | 11- 2- 2012 15: 7
O Hospital de Braga garantiu este sábado que «não recebeu, sob qualquer forma, instruções ou sugestões do Ministério
da Saúde para demitir o seu director clínico», Mário de Carvalho, por causa da polémica da anestesia.
«Mário de Carvalho
apresentou a sua demissão, numa carta datada de 9 de Fevereiro, de forma a melhor poder defender-se das acusações públicas
de que está a ser alvo», refere, em comunicado, a administração do hospital.
A administração diz ainda repudiar o
«aproveitamento político» que tem vindo a ser feito a propósito daquele caso.
Na quinta-feira, fonte ligada ao processo
disse à Lusa que o ministro da Saúde ordenou que o médico anestesista do hospital de Braga, Mário de Carvalho, fosse afastado,
dando seguimento a uma recomendação da Inspecção-geral das Actividades da Saúde (IGAS).
Segundo a fonte, Paulo Macedo
deu seguimento às recomendações da IGAS, tendo solicitado à administração do Hospital de Braga que afaste o médico.
A
polémica está relacionada com Mário de Carvalho, médico anestesista que era também o director clínico do hospital de Braga.
Num só dia, terá ministrado anestesia a 17 doentes.
No relatório do caso, o perito do IGAS, também ele anestesista,
considera que «o especialista feriu as regras de comportamento exigidas para a anestesia em segurança de um doente».
Considerou
ainda que «houve sobreposição de actividade médica, não se aceitando o comportamento do especialista face à boa prática médica».
O
perito garante também que o médico «colocou desnecessariamente em causa os doentes», recomendando o seu afastamento.
Em
Janeiro, o deputado do BE João Semedo enviou um requerimento ao ministério da Saúde, apelidando aquele médico de «turbo-anestesista»
e relatava, com detalhe, as horas e minutos em que o especialista «foi apanhado, à mesma hora, em diferentes salas».
Porém,
o processo de averiguações instaurado pelo Hospital de Braga, cujas conclusões foram conhecidas em Janeiro, concluiu pela
«inexistência de matéria de facto».
«O que se concluiu é que não havia razões para as acusações», explicou na ocasião
fonte da administração do Hospital de Braga.
O caso começou por ser denunciado, sob anonimato, por um alegado grupo
de anestesistas daquele hospital, que falava em «má prática clínica, susceptível de colocar em risco a vida dos doentes».
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