Por: Redacção / VG | 15- 6- 2010 12: 57
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ACTUALIZADA ÀS 13h36
Os seis municípios do Vale do Sousa e o município da Maia entregaram segunda-feira,
no Supremo Tribunal Administrativo, uma providência cautelar em suporte digital para impugnar a introdução de portagens nas
SCUT do Grande Porto, revelou à Lusa o autarca de Paços de Ferreira.
SCUT: PCP acredita ser possível impedir a introdução de portagens
Pedro Pinto referiu
que a acção judicial, com mais de 100 páginas, foi acompanhada de muitos documentos, incluindo um vídeo de todo o percurso,
entre Lousada e a Maia. A providência cautelar baseia-se sobretudo nas conclusões do estudo socioeconómico da região que os
municípios mandaram realizar.
As conclusões do estudo realizado por uma entidade independente são, de acordo com
Pedro Pinto, contrárias aos argumentos que o Governo usou para justificar a introdução de portagens nesta SCUT (A41/A42).
Segundo
o autarca, o estudo provou que o tempo que os utentes precisam para percorrer a distância entre Lousada e a Maia é superior
ao que o Governo sugere, como está documentado em vídeo.
Outra nota que os autarcas sublinham na acção judicial é
a inexistência de vias alternativas à auto-estrada, frisando que a rede viária existente invocada pelo Governo é em grande
parte municipal, como comprovam documentos anexos à acção, nomeadamente os protocolos de desclassificação de estradas celebrados
entre a tutela e os vários municípios.
Na acção, reitera-se que a região do Vale do Sousa não atinge os rendimentos
per capita e o PIB mínimos para, no quadro da actual legislação, justificar a introdução das portagens.
PS
da Póvoa de Varzim avança com providência cautelar
Também o PS da Póvoa de Varzim anunciou esta terça-feira que
vai avançar com uma providência cautelar contra a introdução de portagens na A28, revelou à agência Lusa o líder da comissão
política concelhia local.
Os socialistas pretendem utilizar este instrumento legal «antes do dia 24», altura em
que será votada, na Assembleia da República, uma proposta de lei para a revogação da colocação de chips nas matrículas, disse
ainda Renato Matos.
Os elementos do PS da Póvoa de Varzim acreditam que o Governo vai «recuar» nesta decisão, porque
«o impacte económico que esta medida vai ter será mais gravoso que a própria receita».
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