Por: tvi24 / CLC | 11- 2- 2012 13: 3
O ministro da Saúde, Paulo Macedo, esclareceu hoje que as cirurgias nos hospitais não estão em risco por falta de sangue
e rejeitou que a quebra de stock se deva ao fim das isenções nas taxas moderadoras.
«Houve uma quebra, mas felizmente
neste fim-de-semana já há um crescimento em face do apelo que se fez e quero registar mais uma vez a generosidade das pessoas
e também esclarecer que, ao contrário do que foi dito, não há qualquer cirurgia posta em risco por falta de sangue», disse
o ministro da Saúde aos jornalistas.
Na sexta-feira o director do Serviço de Imunohemoterapia do Hospital de S. João,
no Porto, manifestou-se «preocupado» com a «quebra substancial» nas dádivas de sangue, admitindo que, a continuar assim, seja
necessário «adiar cirurgias».
No mesmo dia, o presidente da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Guimarães,
Alberto Mota, disse não ter «qualquer dúvida» que a diminuição das dádivas de sangue em Portugal se deve ao fim das isenções
dos dadores no acesso aos cuidados de saúde.
Já hoje, a administração do Centro Hospitalar de São João esclareceu,
em nota enviada à imprensa, que «não há cirurgias adiadas por falta de sangue», acrescentando, ainda assim, que «o Serviço
de Imunohemoterapia iniciou os processos conducentes ao incremento da recolha de dádivas».
Quando questionado pela
agência Lusa sobre as declarações da associação de doadores, Paulo Macedo considerou que não há uma relação entre o fim das
isenções nas taxas moderadores e a quebra de stock.
«Não será por pagarem as taxas moderadoras nas urgências, porque
como sabem os dadores de sangue continuam isentos de taxas moderadoras nos cuidados primários. Mas eu penso que um dador de
sangue não faz essas questões contabilísticas em que «eu só dou sangue em troca de algo», disse.
O ministro da Saúde
esteve hoje na inauguração da nova unidade de saúde da Tapada das Mercês, em Sintra, que vai permitir a prestação de cuidados
de saúde a cerca de doze mil utentes do Serviço Nacional de Saúde.
Nesta nova unidade trabalham sete médicos, quatro
enfermeiros e quatro administrativos, num horário de funcionamento de segunda a sexta-feira, assegurando consultas médicas,
consultas de saúde materno-infantil, vacinação e tratamentos.
O governante disse, durante a cerimónia de inauguração,
que a abertura deste equipamento de saúde faz parte de uma estratégia do governo em dar «um médico de família a cada português»,
adiantando que o objectivo ainda em 2012 será abrir mais dez equipamentos de saúde no distrito de Lisboa.
Segundo o ministro,
ainda em 2012 está prevista a abertura de mais três dezenas de unidades de saúde familiar em todo o país.
Presente
na iniciativa, o presidente da Câmara de Sintra, Fernando Seara, saudou a parceria entre a Administração Regional de Saúde
de Lisboa e Vale do Tejo e a autarquia, que permitiu a abertura deste equipamento de saúde com um custo de 250 mil euros.
«Significa
que em termos de gestão pode-se fazer muito com pouco. Não foram precisos milhões para construir esta unidade de saúde e doze
mil pessoas são muito mais pessoas do que em muitos concelhos de Portugal», disse.
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