Por: Redacção / VG | 9- 3- 2010 17: 59
O sociólogo Rui Pena Pires defendeu esta terça-feira que a tipificação do crime de racismo não melhora a eficácia do combate
e tende mesmo a gerar categorias de vítimas e a reproduzir estereótipos, avança a Lusa.
O investigador do Instituto
Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) considerou que o «crime de racismo não acrescenta nada à eficácia no
seu combate, tem tendência a gerar categorias de vítimas - brancos, negros, etc. - e acaba por reproduzir alguns de estereótipos
que estão associados ao racismo».
De acordo com Rui Pena Pires, não era necessária a tipificação do crime de racismo,
mas isso deriva de uma «tendência geral da produção legislativa contemporânea de concretização dos crimes».
«O incitamento
ao ódio é proibido independentemente de ser por questões raciais, religiosas ou outras, tal como agressões, discriminações
e incitamento a violência», sustentou.
Para o investigador, não existe qualquer ligação entre racismo e imigração.
«É
possível haver racismo independentemente de migração ou de imigração de estrangeiros», concluiu.
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