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Polícias ameaçam com greve de fome

Estão em causa a reivindicação dos horários, alteração de regimes de avaliação e salários

Por: Redacção / AG  |  30- 9- 2010  10: 18

Polícias em protesto

Actualizada às 13:17 horas

Uma vigília diante do Ministério da Administração Interna (MAI) para «continuar a lutar pelos direitos» dos polícias foi iniciada esta quinta-feira pelas 9:00 horas pelo Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) e pelo Sindicato Unificado da Polícia (SUP). Caso não sejam recebidos, ameaçam com greve de fome.

«Iremos permanecer aqui o tempo que for preciso. E se na próxima semana a situação não estiver resolvida haverá elementos policiais a fazer greve de fome como forma de protesto contra esta situação de instabilidade interna provocada pela Direcção Nacional da PSP», afirmou à agência Lusa o presidente do SUP, Peixoto Rodrigues, que se juntou aos cerca de 50 agentes da PSP em vigília no Terreiro do Paço.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do SINAPOL, Armando Ferreira, referiu que os dois sindicatos resolveram continuar a lutar pelos direitos dos polícias porque entendem que «não havia razões para desmobilizar» a vigília promovida na última semana por sete estruturas sindicais.

De acordo com Armando Ferreira, o que está em causa é a reivindicação de «horários legais» na PSP e não os horários actuais, que não foram sujeitos a negociação efectiva, bem como a alteração do regime de avaliações que não serve «nem os cidadãos, nem os polícias».

O presidente do SINAPOL disse ainda estar em causa a reposição correcta dos índices remuneratórios de todos os polícias em Portugal, até porque com as promoções que foram desbloqueadas na semana passada, e não tendo havido o reposicionamento dos níveis salariais, «cai-se no ridículo» de polícias com um mês de posto ficarem a ganhar mais do que polícias com cinco e seis anos de posto.

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