Por: Redacção / VG | 30- 6- 2010 17: 53
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) tem actualmente mais 850 profissionais do que há cinco anos, de acordo
com um balanço feito esta quarta-feira pelo Ministério da Saúde.
Dos 450 profissionais existentes há cinco anos,
o INEM passou para mais de 1300, declarou o secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro, respondendo a perguntas
dos deputados sobre a situação neste organismo.
Além de garantir a manutenção dos psicólogos do INEM, o secretário
de Estado reiterou que os enfermeiros que até agora trabalhavam nos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) passarão
a exercer funções nas ambulâncias.
No balanço de cinco anos que pretendeu mostrar do aumento de meios no INEM, Manuel
Pizarro recordou que há mais três helicópteros, um acréscimo de 40 ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) e um aumento
de 20 viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER).
Assim, actualmente, o INEM dispõe de cinco helicópteros,
61 ambulâncias SIV e de 48 VMER, avança a Lusa.
Por outro lado, o secretário de Estado referiu que os CODU abrangiam
há cinco anos 60 por cento do território nacional, quando hoje abarcam a totalidade.
«(Os meios) cresceram mais rapidamente
do que a capacidade de contratação de recursos humanos», sublinhou, adiantando contudo que mesmo o número de enfermeiros subiu
de seis em 2006 para os actuais 120.
Destes profissionais, apenas 44 fazem parte do mapa de pessoal do Instituto
e outros 53 estão em vias de ser admitidos.
Questionado pelo oposição sobre o tipo de atendimento que passa a ser
feito nos CODU com a ausência de enfermeiros, Manuel Pizarro disse que as chamadas para o 112 são maioritariamente atendidas
por técnicos operadores de telecomunicações de emergência.
«A participação dos enfermeiros no atendimento no CODU
é absolutamente residual. Parece-me mais vantajoso que estejam no terreno, nos meios operacionais», declarou aos deputados,
na comissão parlamentar de Saúde.
Na reunião, que durou quase quatro horas, O PSD questionou o Governo sobre a dívida
dos hospitais à indústria farmacêutica, alegando que se situa em 851 milhões de euros.
«Significa que dez por cento
do orçamento em saúde está em dívidas. Isto preocupa-nos», salientou a deputada social-democrata Clara Carneiro.
Na
resposta, o secretário de Estado disse que a «comparação das dívidas dos hospitais só pode ser feita definitivamente no fim
do ano», acrescentando que o prazo médio de pagamento a fornecedores se situa nos 120 dias.
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