Por: Redacção / CMM | 31- 5- 2010 14: 17
O ministro da Administração Interna disse esta segunda-feira que em situações de crise aumentam também as dificuldades
relacionadas com a imigração, mas deve haver um maior esforço no sentido da integração destes estrangeiros tendo em vista
a coesão social.
Rui Pereira falava aos jornalistas à margem do seminário «Direitos humanos e migrações: uma abordagem
à protecção dos migrantes, refugiados e requerentes de asilo baseada nos direitos humanos», organizado pela Assembleia da
República e pelo Ministério da Administração Interna, com a participação do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos
Humanos.
Quando questionado acerca das consequências dos problemas económicos para os imigrantes em Portugal, o ministro
defendeu que «em situações de crise há maiores dificuldades, mas também deve haver um maior esforço no sentido da integração»,
que é uma condição da coesão social.
E salientou que Portugal vai continuar o esforço nesta área, até porque «tem
uma tradição e uma história que o colocam numa posição privilegiada para compreender as migrações, o fenómeno dos imigrantes
e dos refugiados políticos».
Portugal apresenta «uma ordem jurídica que está na vanguarda das legislações mais humanistas,
mais equilibradas da Europa e do mundo», realçou Rui Pereira.
O ministro da Administração Interna referiu que Portugal
tem uma política que se coaduna com a política da União Europeia (UE), integrando vertentes como regulação da imigração legal,
que os Estados europeus devem articular entre si.
Combater «sem tréguas» a imigração ilegal e tráfico de pessoas,
que são «fenómenos criminais gravíssimos», promover a integração dos imigrantes e procurar fazer uma gestão «eficiente das
fronteiras», em articulação com entidades nacionais e europeias, foram outros pontos salientados pelo governante.
«A
ideia de uma Europa fortaleza é uma ideia errada»
«É impossível hoje construir espaços fortaleza, a ideia de
uma Europa fortaleza é uma ideia errada», disse Rui Pereira.
O director do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF),
Manuel Palos, referiu aos jornalistas que o número de pedidos de asilo político tem se mantido estável nos últimos anos, em
cerca de 200.
Durante a sessão de abertura do seminário, foi lida uma mensagem do Alto Representante das Nações Unidas
para os Refugiados, António Guterres, que salientou que seria «lamentável» que as crises económicas e financeiras pudessem
afectar a «obrigação moral» de apoiar os refugiados.
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