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Casamento gay: bispos lamentam não ter sido adoptada outra solução

«A Igreja não tem atitudes discriminatórias», disse D. Jorge Ortiga

Por: Redacção / VG  |  18- 5- 2010  11: 18

Casamento gay aprovado na Assembleia da República

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O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa considerou, esta terça-feira, que deveriam ter sido adoptadas outras soluções que permitissem legalizar a união entre pessoas do mesmo sexo, ao invés da figura jurídica do casamento, noticia a Lusa.

«A Igreja não tem atitudes discriminatórias contra ninguém e está plenamente convencida de que a situação destas pessoas poderia ser resolvida de um modo diferente. Isto é, não equiparando ao estatuto da família», afirmou o arcebispo Jorge Ortiga, numa reacção à promulgação do diploma que legaliza o casamento entre homossexuais pelo Presidente da República.

A posição do presidente da Confederação Episcopal Portuguesa assemelha-se à do Chefe de Estado que, num comunicado ao país, na segunda-feira à noite, lamentou que as forças partidárias portuguesas não tenham optado por uma solução diferente.

«Não quiseram ponderar um princípio elementar da acção política numa sociedade plural, o de escolherem, de entre as várias soluções jurídicas, aquela que fosse susceptível de criar menos conflitualidade social ou aquela que pudesse ser aceite pelo maior número de cidadãos, fosse qual fosse a sua visão do mundo», afirmou na altura.

Idêntica posição é defendida por Jorge Ortiga que, em declarações à Lusa, afirmou que os casais do mesmo sexo «poderiam ficar com os seus direitos e com as suas obrigações salvaguardadas através de outro estatuto».

«Tal como se faz em muitos outros países da Europa. E países desenvolvidos», acrescentou o arcebispo de Braga.

Questionado sobre se a alternativa ao casamento poderia ser o registo civil das uniões homossexuais, o responsável pela Conferência Episcopal Portuguesa considerou que essa poderia ser «uma questão a estudar».

«Parece-nos que o estatuto de família é algo que tem um campo muito específico, com um enquadramento que lhe é próprio», afirmou, frisando que a Igreja Católica «não tem atitudes discriminatórias» contra ninguém e que a posição por si expressa tinha sido já referida pelo Papa Bento XVI, durante a visita a Portugal.

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