Por: Redacção / VG | 23- 3- 2010 17: 26
A Federação Nacional dos Professores vai promover «uma campanha contra a precariedade» e «em defesa da entrada dos docentes
contratados no quadro» anunciou esta terça-feira o secretário-geral, que admitiu «uma grande manifestação» se a situação não
for resolvida.
«A Fenprof exige apenas que aos professores se aplique a regra» que, em função dos «constrangimentos
económicos, se aplica ao país, na função pública, isto é, a entrada em quadro de um professor pela saída de dois», afirmou
Mário Nogueira, citado pela Lusa.
O Ministério da Educação «deveria abrir um número de vagas de quadro para professores
adequado às necessidades das escolas», mas, atendendo às circunstâncias, «tem, no mínimo, de seguir a regra dois para um».
«Desde
2007 e até agora, Março de 2010, aposentaram-se 14 159 professores e entraram nos quadros 396, portanto cerca de um por cada
36», salientou Mário Nogueira.
«Esta situação é inadmissível e causadora de uma instabilidade muito grande», advertiu
o dirigente sindical.
As escolas precisam de estabilidade para «desenvolverem os seus projectos educativos e para
acompanharem as crianças», mas isso só é possível se os docentes também tiverem estabilidade, defendeu. A estabilidade dos
professores não pode, porém, ser garantida quando eles, em situação de contratados, «não sabem se no ano ou mês seguinte têm
emprego».
Para a escola também «é completamente diferente ter um corpo docente com estabilidade, com as pessoas
libertas de algumas preocupações, ou ter professores que vivem em permanente instabilidade», considerou o secretário-geral
da Fenprof.
Mário Nogueira admitiu a possibilidade de, «no início do ano lectivo, se realizar uma grande manifestação
de colegas contratados com milhares de outros professores», se a situação se mantiver.
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