Por: Redacção / VG | 8- 4- 2010 11: 57
O projecto dos mediadores municipais para a comunidade cigana foi lançado há um ano e a alta comissária para a Imigração
e Diálogo Intercultural considera que o balanço é «bastante positivo no objectivo de construir pontes».
A actividade
dos 15 mediadores existentes apresenta «um saldo bastante positivo», afirmou Rosário Farmhouse, à Lusa, referindo que, até
Dezembro do ano passado, houve 13 381 destinatários abrangidos, um «número muito superior» ao esperado.
«É uma função
de aproximação de mundos que às vezes estão muito distantes», considerou, salientando a dificuldade da função dos mediadores,
todos de etnia cigana.
Os mediadores servem para unir as comunidade ciganas ao meio em que estão inseridas e para
responder como intermediários entre as duas «às perguntas que às vezes se tem medo de fazer», explicou.
«Muitos
estereótipos, preconceitos e conflitos têm como raiz anos e anos de afastamento, desconhecimento, discriminação, auto fechamento
como defesa. Por isso é necessário construir pontes», frisou Rosário Farmhouse.
As maiores dificuldades são «resistências
mútuas» quer dos ciganos quer dos não ciganos. Assim, um mediador tem de ser alguém «reconhecido pela comunidade» que ajude
a que ambas as partes «se conheçam melhor».
O mediador, escolhido pelo município, olhando a critérios como o «perfil
de liderança», pode intervir numa série de áreas, como a educação ou saúde, ou especializar-se numa determinada área, trabalhando
sempre dentro de uma equipa de técnicos.
«Uma pessoa que pode ajudar a mediar a comunicação e os conflitos e gerir
o stress é muito importante para todos. Os municípios assim o têm dito, na avaliação que fazem veêm um saldo muitíssimo positivo»,
reiterou.
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