Por: Redacção / VG | 8- 7- 2010 16: 54
O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) advertiu esta quinta-feira o Governo de que os compromissos
assumidos com os docentes são para cumprir, caso contrário avançarão para novas formas de luta a partir de Setembro, noticia
a Lusa.
No termo de um plenário de professores realizado em Coimbra, no âmbito do dia nacional de protesto e luta
promovido pela CGTP-IN, Mário Nogueira afirmou que se os compromissos não forem cumpridos os professores retomarão a luta,
que será «tão ou mais dura do que foi até hoje».
Mário Nogueira afirmou que com o Pacto de Estabilidade e Crescimento
(PEC) e «com a política que esta equipa ministerial tem vindo a desenvolver, há alguns indicadores que não são os mais positivos».
O sindicalista referiu o exemplo «do compromisso» de realização de um concurso para ingresso de professores nos
quadros das escolas, com o objectivo da «estabilização das pessoas e também das escolas».
«Quando ouvimos o ministro
das Finanças dizer que vai congelar admissões na Função Pública, temos de perceber que alguma coisa está a ser feita no sentido
de não honrar compromissos, de não respeitar promessas, de não respeitar acordos que foram feitos», observou.
No
entendimento do coordenador da FENPROF não foram assinados acordos «para que quando a carreira entrasse em vigor fosse congelada»,
nem para um «concurso de integração para esse concurso não se realizar».
«Como confiamos na boa fé das pessoas, eu
quero crer que quando ouvimos falar de determinado tipo de medidas, quem nelas fala sabe que tem certo tipo de compromissos
a honrar e que os vai honrar», declarou.
No caso de o Ministério da Educação não honrar os «compromissos», que tinham
também o objectivo de pacificar o sector, «evidentemente que a partir desse momento ninguém tem de cumprir compromissos
nenhuns», sustentou.
Aludindo à realização de plenários de professores em vários pontos do país, esta quinta-feira,
Mário Nogueira referiu que a escolha deste dia teve a ver com a importância que o protesto assume num momento em que estão
a ser retirados direitos aos portugueses.
«Hoje é um dia importante porque é um dia em que a nível nacional se marca
o protesto e luta de um país que está a ser extremamente atacado em todos os sectores, e também na educação, e quisemos
estar presentes», explicou.
Durante o plenário, Mário Nogueira alertou os professores para a necessidade de «lutar
pelas questões específicas, mas também pelas questões gerais».
As contratações de professores, as alterações ao Estatuto
da Carreira Docente, o PEC, o encerramento das escolas com menos de 21 alunos e a formação dos «mega agrupamentos» são questões
que afectam o bom exercício da profissão, considerou Mário Nogueira.
«Estão a criar-se condições para desvalorizar
ainda mais a Educação», concluiu, frisando tratar-se de algo que tem um impacto forte no futuro do país, na sua competitividade
e na desertificação do território.
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