Por: Redacção / CMM | 27- 5- 2010 17: 5
O CDS-PP manifestou-se esta quinta-feira favorável à redução do número de alunos por turma e por professor, mas alegou
que a actual situação financeira do país exige uma reflexão sobre os custos associados a tal medida.
«O CDS-PP é
favorável à redução - que é um problema que existe nas nossas escolas - e entendemos que isso é essencial para que o ensino
seja mais individualizado, mas há também que contar com as circunstâncias financeiras que o país atravessa e, portanto, vamos
ver o que se pode fazer em conjunto com o Governo», disse à agência Lusa o deputado José Manuel Rodrigues.
O parlamentar
centrista falava depois de receber os representantes do Movimento Escola Pública, que estão a contactar os grupos parlamentares
no âmbito de uma petição, que recolheu cerca de 15 000 assinaturas, para que as turmas sejam mais pequenas e a sobrecarga
dos professores menor, em defesa da qualidade do ensino.
«O CDS tem apresentado propostas no sentido de aumentar
também o rácio do número de assistentes operacionais por escola e por turma, mas tem a consciência de que isso tem implicações
financeiras e, dado o actual momento, há que ponderar bem se elas podem ser tomadas», acrescentou José Manuel Rodrigues.
Bloco
apoia redução de alunos por turma
A petição recolheu o apoio do Bloco de Esquerda, que anunciou já a intenção
de apresentar um projecto-lei sobre a matéria, e será entregue ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, a 8 de
Junho.
O movimento tem agendada para terça-feira a reunião com o grupo parlamentar do PS.
Os peticionários
defendem que no jardim de infância e 1.º ciclo a relação seja de 19 crianças por docente, baixando para 15 perante casos de
crianças com necessidades educativas especiais.
Do 5.º ao 12.º anos, pedem um número máximo de 22 alunos por turma,
podendo descer para 18 se as condições o justificarem. Nestes anos, acrescentam, cada professor «não poderá leccionar anualmente
mais de cinco turmas, num limite de 110 alunos».
O Governo rejeitou já os pressupostos da petição, afirmando que
não há uma correlação entre a dimensão das turmas e os resultados dos alunos.
De acordo com o secretário de Estado
da Educação, João Mata, 60 por cento das turmas têm no máximo 21 alunos, quando o intervalo de referência é 24 a 28.
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