Por: Redacção / VG | 2- 2- 2010 17: 3
Um homem acusado de seis crimes de burla qualificada e dois de falsificação de documentos admitiu, esta terça-feira, em
tribunal, que passava cheques sem cobertura para a compra de relógios. António Tomás Lopes, de 52 anos, está a ser julgado
no Tribunal Judicial de Leiria.
O arguido declarou que se iniciou no negócio dos relógios de forma a angariar dinheiro
para «investir num negócio de prospecção de blocos de petróleo na Guiné». Depois de ter sido apresentado ao proprietário de
uma ourivesaria em Leiria, acordou que «pagaria com cheques pré-datados, mas sabia que não tinha dinheiro na conta», admitiu.
Entre Maio e Junho de 2005, adquiriu relógios por quatro vezes nessa loja, pagos com cheques que se descobriu não
terem cobertura.
Confrontado pela juíza sobre o motivo pelo qual prosseguia com o negócio de relógios sem ter dinheiro
para os pagar, António Lopes afirmou que todo o dinheiro angariado era para investir no negócio do petróleo, que considerava
ser o «negócio da vida».
De acordo com a acusação, António Lopes apresentava-se como um «empresário de sucesso a
operar em diversas actividades», afirmando também relacionar-se com jogadores de clubes de futebol como o Benfica.
As
supostas vítimas neste processo sofreram burlas entre os 250 e os 500 mil euros.
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