O número de pessoas detidas pela PJ por pirataria informática subiu de sete para oito, devendo as medidas de coação serem ainda esta sexta-feira conhecidas, após interrogatório judicial, disse à agência Lusa fonte policial.

A fonte precisou que o oitavo detido é uma pessoa que, na quinta-feira, tinha sido constituída arguida, mas que viu agravada a sua condição processual. Além das sete pessoas detidas na quinta-feira, havia ainda 14 arguidos no processo.

Os detidos respondem por crimes de sabotagem informática, dano informático, acesso ilegítimo e acesso indevido a diversos sistemas informáticos do Estado e também de empresas do setor privado.

As detenções ocorreram após a Diretoria de Lisboa da PJ, em articulação com o Gabinete do Cibercrime da Procuradoria-Geral da República (PGR), desenvolver em vários pontos do território nacional, uma vasta operação de combate à criminalidade informática e tecnológica, designadamente à atividade ilícita conhecida como «hacktivismo».

Fonte policial revelou, na altura, à Lusa que uma das buscas incidiu sobre o Tugaleaks, que se apresenta como um órgão de comunicação social inspirado no Wikileaks.

Quanto aos detidos, com idades entre 17 e 40 anos e que residem nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, a fonte adiantou que pertencem «ao Anonymous Portugal e a outros grupos associados».

Segundo a PJ, a investigação iniciou-se em abril de 2014, tendo-se, agora, após recolha de informação e de material probatório, desenvolvido com a realização de 24 buscas domiciliárias e a detenção de sete presumíveis autores, um deles de sexo feminino.

A operação permitiu a apreensão de dezenas de sistemas informáticos, que serão objeto de análise forense digital.