A delegação portuguesa da Assistência Médica Internacional (AMI) a atuar nas Filipinas, atingidas pelo tufão Haiyan no dia 08, vai ser reforçada com mais quatro profissionais que partirão na próxima quarta-feira, anunciou a organização humanitária.

Atualmente, a AMI tem no terreno dois elementos, a que se juntarão nos próximos dias quatro profissionais das áreas da saúde, logística e projetos humanitários, segundo um comunicado divulgado esta terça-feira.

A AMI pretende ainda contratar no local outros profissionais, nomeadamente um médico, motoristas e um responsável pela logística e intérprete, prevendo que a equipa chegue a um total de dez elementos.

A missão da AMI, com um orçamento global estimado em cerca de 40 mil euros para um mês, deverá ficar baseada em Tacloban e «tem como principais objetivos a segurança alimentar e assistência médica à população da ilha de Leyte, participando no esforço coletivo de restabelecer a normalidade da vida das pessoas afetadas pela passagem do tufão Haiyan», refere o comunicado.

A operação de emergência conta com o co-financiamento do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua.

A equipa de quatro elementos parte do aeroporto da Portela, no próximo sábado.

As agências humanitárias das Nações Unidas estimaram hoje que cerca de 13 milhões de pessoas foram afetadas nas Filipinas pelo tufão Haiyan.

As entidades indicaram ainda que o desastre natural fez quatro milhões de deslocados, dos quais apenas 10% foram acolhidos em centros de evacuação, além de ter provocado danos graves em perto de 1,1 milhões de habitações, das quais cerca de metade estão totalmente destruídas.