
O tubarão de Milfontes voltou a aparecer nas águas da costa alentejana, depois de ter assustado os banhistas das praias do Farol, Furnas e Franquia na segunda-feira.
Testemunhas contaram ao TVI24 ter avistado o animal marinho, que ainda não foi identificado como sendo tubarão, ao final da tarde de terça-feira, na praia do Farol, no dia seguinte a ter aparecido pela primeira vez, partindo do princípio de que se trata do mesmo.
A Polícia Marítima (PM), contactada pelo TVI24, não tem qualquer registo do suposto tubarão, além das fotografias e do vídeo registados pelos banhistas, mas, «por precaução», reforçou o dispositivo de vigilância nas praias, com um barco na zona do rio Mira, outro no mar e ainda uma viatura terrestre.
De acordo com o comandante da Polícia Marítima de Sines, o ambiente «está tranquilo» nas praias em questão e não há novos relatos do suposto tubarão, quer junto dos banhistas quer dos nadadores-salvadores.
Arrifana Horta adiantou, ainda, que o Zoomarine, contactado pela Polícia Marítima, confirmou a possibilidade de tratar-se de um tubarão-frade, apesar de as imagens «não permitirem vislumbrar características fundamentais para uma correta/segura identificação da espécie».
No entanto, «atendendo ao tipo de barbatana e à sua posição, à forma como o deslocamento do espécime provoca movimentações na água, à data do evento (e inerente temperatura das águas) e à localização (zona de considerável produção biológica), é muito provável que as fotografias sejam de um tubarão-frade, o segundo maior peixe que existe», explicou um biólogo marítimo.
A ser um tubarão-frade, explicou o comandante da PM, trata-se de «um tubarão inofensivo, com dentes pequenos e que se alimenta de algas e pequenos crustáceos», não existindo «qualquer risco para os banhistas», ainda que esta espécie possa atingir os «dez metros de comprimento».
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