Por: Catarina Pereira | 8- 3- 2010 19: 36
Alunos, professores e familiares de Leandro, o menino de Mirandela que alegadamente era vítima de bullying, garantem que
as
agressões existiam há muito tempo. Demasiado tempo para uma criança que se terá atirado ao rio Tua.
No entanto,
estes testemunhos nunca chegaram à Comissão de Protecção de Menores de Mirandela, segundo confirmou o presidente da Comissão
Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CNPCJR) ao tvi24.pt.
«Este caso não foi comunicado à
Comissão. Eu não o conheço em concreto, mas alerto que, quando estes casos forem detectados, devem ser comunicados a esta
Comissão», disse.
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Armando Leandro sublinhou que a sinalização
destes casos deve ser feita pelas escolas, pelos hospitais, pelas polícias, «mas também pelas famílias». No caso de Leandro,
ninguém fez qualquer denúncia à Comissão de Protecção de Menores de Mirandela.
«As famílias podem e devem fazê-lo»,
afirmou, apelando aos pais ou outros familiares que tenham conhecimento de maus-tratos às crianças que os denunciem o mais
depressa possível para a Comissão poder actuar.
«Todas as entidades devem intervir para prevenir estes casos, mas
é a escola que deve actuar numa primeira linha», frisou. O que não aconteceu com Leandro. «Quando a escola não o puder fazer,
deve sinalizar o caso à Comissão», explicou.
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