As buscas aéreas pelo tripulante desaparecido do navio mercante Corvo estão suspensas, até que a Marinha recolha mais informações junto da tripulação, que chega esta terça-feira a Ponta Delgada.

«As ações futuras vão depender das informações que consigamos recolher», frisou, em declarações à Lusa, o comandante Zambujo Madeira, do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada.

O comandante do navio mercante Corvo, que efetuava o trânsito de Leixões para Ponta Delgada, pediu auxílio à Marinha portuguesa, no domingo pelas 12:50 (hora local), dizendo que um tripulante caíra ao mar a cerca de 450 milhas náuticas (cerca de 830 quilómetros) a leste da ilha de S. Miguel, nos Açores.

De acordo com um comunicado da Força Aérea portuguesa, uma aeronave C-295 descolou da Base Aérea 4, nas Lajes, na ilha Terceira, na segunda-feira, pelas 15:05 (hora local), para procurar o tripulante de 56 anos.

«A missão realizou-se sob condições de ventos fortes e visibilidade reduzida, bem como agitação marítima com vagas entre cinco a seis metros», salientou a Força Aérea no comunicado, revelando que a aeronave chegou ao local das operações pelas 16:55 (hora local), mas interrompeu as buscas pelas 18:55, «por falta de luz».

Segundo o comandante Zambujo Madeira, só as informações recolhidas depois do navio atracar em Ponta Delgada poderão determinar a necessidade de novas buscas por meio aéreo.

Ainda assim, a Marinha voltou a instigar os navios que naveguem junto da zona onde o homem terá caído ao mar a estarem atentos.

O comandante Zambujo Madeira lembrou que o acidente ocorreu em «condições extremas», com ondas de cerca de 11 metros, ventos na ordem dos 100 quilómetros/hora e temperaturas da água bastante baixas.