O Tribunal de Évora condenou a penas de prisão efetiva sete dos 16 arguidos num processo relacionado com uma vaga de furtos de gado, sobretudo no Alentejo, revelaram à agência Lusa fontes judiciais e policiais.

As mesmas fontes indicaram que o acórdão do coletivo de juízes, cuja leitura decorreu na segunda-feira à tarde, determinou que os sete arguidos condenados a prisão efetiva vão cumprir penas entre três anos e nove anos e oito meses.

Além destes sete arguidos, o tribunal condenou igualmente outros oito homens a penas de prisão suspensa e absolveu um, adiantaram as fontes, acrescentando que foram dados como provados os crimes de furto qualificado na forma consumada e tentada, entre outros.

Apanhados com gado

O caso remonta a outubro de 2016, quando ocorreram as primeiras cinco detenções, em flagrante delito, em Évora e no concelho vizinho de Montemor-o-Novo, na altura em que os suspeitos seguiam em duas viaturas, uma ligeira e outra pesada.

No pesado de mercadorias, segundo a GNR, eram transportados 30 animais de raça bovina, alegadamente furtados numa propriedade agropecuária situada no distrito de Évora.

Nos dias seguintes, outros suspeitos foram detidos sob mandado, incluindo um em Santo Tirso, no distrito do Porto, e dois em Coruche, distrito de Santarém.

Os suspeitos vigiavam os passos dos proprietários agrícolas e efetuavam os furtos durante a noite e madrugada, relatou a fonte da guarda, na altura, indicando que o destino do gado furtado era provavelmente matadouros ilegais no norte e zona oeste.

Na altura, a GNR apreendeu três viaturas, marcas auriculares de gado e outro material que suspeita ter sido usado para a prática do ilícito.

100 mil euros de furtos

Os arguidos estavam acusados pelo Ministério Público de serem os responsáveis por vários crimes de furto de gado bovino e ovino, entre novembro de 2015 e outubro de 2016, em explorações agropecuárias situadas em várias zonas do Alentejo e nos distritos de Santarém e Setúbal.

Os furtos, num valor total superior a 100 mil euros, foram cometidos em Vendas Novas, Pavia, Mora, Évora, Montemor-o-Novo e Redondo, no distrito de Évora, Elvas, no distrito de Portalegre, Couço, no distrito de Santarém, e Canha, distrito de Setúbal.

A investigação do caso esteve a cargo de uma equipa especial criada no Comando Territorial de Évora da GNR e de um magistrado do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Évora.