A ex-diretora do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) Cândida Almeida é a primeira testemunha a ser ouvida no processo ‘Operação Fizz’, que julga crimes económico-financeiros.

Cândida Almeida, procuradora-geral adjunta no Supremo Tribunal de Justiça, foi chamada ao processo como testemunha da acusação e da defesa do ex-procurador do DCIAP Orlando Figueira.

Da parte da tarde está prevista a audição do procurador do DCIAP Vitor Magalhães e de Vítor José Barosa Carvalho.

A ‘operação Fizz’ tem como arguidos, o ex-vice-presidente de Angola Manuel Vicente, cujo processo foi separado, Orlando Figueira, o advogado Paulo Blanco e o engenheiro Armindo Pires, todos acusados de corrupção e branqueamento de capitais.

No parlamento, em Lisboa, realiza-se hoje um debate de atualidade, proposto pelo PS, quando a taxa de desemprego atingiu 8,9% em 2017 e PCP e BE pedem a reversão das leis do tempo da "troika".

O ministro do Emprego, Vieira da Silva, estará na tribuna do Governo para responder sobre um tema "mais emprego, melhor emprego", a prioridade definida para 2018 pelo primeiro-ministro, António Costa, anunciada na sua mensagem de Natal.

Em declarações aos jornalistas, o deputado socialista Tiago Barbosa Ribeiro citou os vários indicadores dos últimos dias, como a criação de 100 mil postos de trabalho, ou a taxa de desemprego nos mínimos de há nove anos para justificar "a justeza da marcação do debate de atualidade" pelo PS.

Nas últimas semanas, dois dos partidos que apoiam o Governo, PCP e BE, colocaram o tema do emprego e da legislação laboral na agenda política, defendendo mudanças nas leis e a reversão de algumas das mudanças feitas durante o tempo de intervenção da ‘troika’ em Portugal.