Uma criança portuguesa retirada à mãe, por tribunais ingleses, por a progenitora não proporcionar condições de bem-estar, chega ao aeroporto de Lisboa ao fim da tarde de quinta-feira, para ser entregue ao pai.

A Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas (APCD) interveio no processo, concluído na terça-feira por um tribunal britânico, com a decisão do regresso a Portugal da criança, que estava entregue à guarda da mãe, emigrante portuguesa na Grã-Bretanha.

A presidente da APCD disse que a «criança passava inúmeras horas numa biblioteca sem comer, negligenciada e à mercê de todos os perigos», tendo sido «abordada por um predador sexual».

Essa abordagem permitiu que o caso fosse denunciado às autoridades britânicas.

O pai, a residir em Portugal, passava as férias com as crianças no país, mas, «a certa altura, deixou de conseguir saber do paradeiro da filha», acrescenta a APCD. Por isso, contactou a associação.

A partir dessa altura, a APCD «começou a desenvolver um trabalho multidisciplinar com a segurança social britânica e a advogada do progenitor, tendo conseguido que a criança fosse finalmente entregue judicialmente ao pai».