O tribunal de Ovar começou, esta sexta-feira, a julgar um homem, de 50 anos, que assaltou a agência dos CTT daquela cidade, em maio de 2013, poucos meses depois de ter saído da prisão.

Na primeira sessão do julgamento, o arguido confessou todos os factos que constam da acusação, negando apenas ter apontado a caçadeira, que levava consigo, aos funcionários dos Correios.

«A arma não dispara. Era só para intimidar», adiantou o arguido.

O assaltante referiu ainda que cometeu o crime num ato de «desespero», explicando que não conseguiu encontrar trabalho, após sair da cadeia, e abriu um restaurante com a ajuda de familiares, que acabou por não vingar.

«Tinha imensas dívidas. Estava completamente deslocado com a vida que encontrei cá fora», afirmou.

O homem tinha saído da prisão em dezembro de 2012, após cumprir uma pena de cerca de 20 anos, por ter assaltado bancos, e estava em liberdade condicional.

O arguido, que se encontra em prisão preventiva, está acusado de um crime de roubo agravado, outro de detenção de arma proibida e outro de ameaça agravada.

O crime ocorreu em maio de 2013.

O assaltante entrou na agência dos CTT de cara destapada e armado com uma caçadeira e saiu com todo o dinheiro que havia nos balcões, num total de cerca de 150 euros.

No exterior, o assaltante foi perseguido pelos funcionários dos Correios e por um jovem que arriscou retirar-lhe a caçadeira das mãos.

Já desarmado, o indivíduo fugiu para o interior do mercado, onde acabou por ser cercado por populares e foi entregue à PSP.