De acordo com a página na Internet da Procuradoria Geral Distrital do Porto, do Ministério Público, três dos arguidos foram também condenados pelo crime de dano.

O tribunal aplicou penas entre quatro anos e 10 meses e os oito anos de prisão aos arguidos.

Segundo o Ministério Público, os condenados decidiram, no dia 30 de dezembro do ano passado, montar um estratagema para reaverem droga que julgavam estar na posse da vítima.

De acordo com a acusação, os arguidos combinaram com a ofendida encontrar-se num determinado local de Irivo, Penafiel, convidando-a a entrar no carro conduzido por um deles.

"Logo que entrou no carro, a ofendida foi agredida por duas mulheres com socos e estalos tendo sido conduzida, contra a sua vontade, até um monte em Urrô, onde voltou a ser pontapeada e agredida por todo o corpo, amordaçada com fita cola e amarrada pelas mãos", segundo o Ministério Público.

A ofendida persistiu em dizer que nada sabia sobre o desaparecimento do estupefaciente, voltando a ser agredida, já em Valongo, "em todo o corpo, com murros, bofetadas e múltiplos objetos, designadamente uma tesoura, chave de fendas e um alicate".

Já num barracão abandonado, para onde foi conduzida a vítima, aquelas duas mulheres e o companheiro de uma delas agrediram novamente a ofendida com uma corrente de aço e um cabo de eletricidade.

Nas horas seguintes, foi agredida várias vezes num apartamento de Valongo, para onde fora levada.

Na manhã seguinte, a vítima foi transportada de carro para Irivo, Penafiel, onde voltou a ser agredida, em vários momentos e de diferentes formas.

Na madrugada do dia 01 de janeiro, a ofendida conseguiu fugir, aproveitando o facto de os arguidos estarem a dormir. Mais tarde foi encontrada por um vizinho, acabando por ser levada para um hospital, onde foi internada nos cuidados intensivos.