A audiência preliminar do processo em que os pais de um amigo do cantor Angélico pedem à mãe deste 236 mil euros de indemnização, devido ao despiste que causou a morte dos dois jovens, realiza-se esta sexta-feira no Tribunal de Aveiro.

A ação de indemnização por acidente de viação com processo ordinário corre no Juízo de Grande Instância Cível de Aveiro e envolve ainda o Fundo de Garantia Automóvel (FGA), o stand Impocar (de onde saiu a viatura ao volante da qual o cantor se despistou) e o anterior proprietário do automóvel.

Na ação, os pais de Hélio Filipe alegam que o filho morreu devido «à extrema violência do embate do veículo que Angélico conduzia e à velocidade em que seguia».

Já a mãe do cantor diz que o acidente ficou a dever-se ao «mau estado» dos pneus da viatura conduzida por Angélico, que apresentavam «um sulco na banda de rodagem inferior a 1,6 milímetros o que comprometia seriamente a fiabilidade e a segurança do veículo».

Opinião diferente tem o proprietário do stand Impocar, para quem o mau estado dos pneus «não são a causa do acidente mas antes o resultado dele».

O FGA, por seu lado, defende que o comportamento de Hélio Filipe contribuiu para a sua morte, considerando «manifestamente exagerada» a indemnização pedida em tribunal.

O cantor e ator Angélico Vieira morreu no Hospital de Santo António, no Porto, dias após o acidente que ocorreu na A1, quilómetro 258,909, sentido norte-sul, pelas 03:15 de 25 de junho de 2011.