A Procuradoria-Geral da República anunciou esta quinta-feira que instaurou um inquérito à alegada falta de segurança no Metropolitano de Lisboa, nomeadamente à inexistência de travões de emergência e de um dos sistemas de extinção de incêndios nos comboios.

O jornal i revelou em maio passado que o Metro de Lisboa estava há dois anos sem os freios eletromagnéticos, travões usados em situações de emergência, e, no mês passado, noticiou também que a empresa tinha decidido desativar os aspersores, dispositivos que estão no teto das carruagens e que em caso de fogo libertam água automaticamente.

Contactada pela agência Lusa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) disse à agência Lusa que o Ministério Público instaurou um inquérito para averiguar a alegada falta de segurança no Metro de Lisboa.

A 24 de junho passado, o Metropolitano de Lisboa garantiu que a segurança dos utentes e funcionários é a prioridade da empresa e negou a veracidade das notícias sobre a falta de um sistema de extinção de incêndios nos comboios.

«A segurança dos seus clientes e dos seus colaboradores é a principal prioridade da empresa», afirmou a empresa na altura, sublinhando que as pessoas estão «permanentemente salvaguardadas».

No final de maio, o diretor de manutenção do Metropolitano de Lisboa, Jorge Ferreira, garantiu à Lusa que é «totalmente seguro» circular nos comboios do Metro, apesar da existência de um problema num dos sistemas de travagem.

«O Metro tem vários sistemas de travagem a funcionar. Detetámos um problema mecânico ao nível de um dos sistemas, mas é um sistema redundante e, por isso, permite, em condições totalmente seguras, a circulação», assegurou, na altura, Jorge Ferreira.

O Metropolitano de Lisboa sublinhou que a sua conduta «tem-se pautado pelo cumprimento de todas os normativos aplicáveis em torno das questões de segurança» e considerou as notícias sobre estas questões «falaciosas e injustificadamente alarmantes».