O Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra investiu 4,5 milhões de euros de capitais próprios numa tecnologia única no país para o tratamento de cancro, nomeadamente tumores tratados por radiação externa como os cerebrais.

A nova unidade de tomoterapia permite, de acordo com o presidente do IPO de Coimbra, Manuel António Silva, um tratamento "mais eficiente e com melhores resultados para o doente", e a sua criação "mereceu a concordância" dos profissionais de radioterapia da instituição, afirmou.

Segundo uma nota de imprensa do IPO, a tecnologia inovadora possibilita que a dose de radiação seja direcionada ao tumor alvo, "poupando expressivamente cada um dos órgãos de risco que possam estar na sua vizinhança imediata e a administração consistente, eficiente e fiável dessa mesma distribuição de dose".

"A duração de cada sessão de tratamento encurta significativamente, com ganhos não só de eficiência, como de comodidade e bem-estar para o doente, que deixa de necessitar de longos tempos de imobilização e rigidez postural", lê-se na mesma informação.

"Esta nova unidade vem fortalecer a capacidade instalada em radioterapia no SNS [Serviço Nacional de Saúde], quer pela inovação que comporta, quer pela possibilidade de se constituir como referência sempre que se considere o tratamento por radiações ionizantes", adianta.

Manuel António Silva afirmou, por outro lado, que a tecnologia inovadora "fica disponível para todos em Portugal" e não só para os doentes do IPO de Coimbra.

"Já o fazemos noutras áreas, estamos abertos a essa colaboração. No Serviço Nacional de Saúde a comunicação entre instituições é muito positiva", asseverou.

A nova unidade de tratamento integra o plano de investimento em curso no IPO de Coimbra, instituição que integra a plataforma "mais diferenciada" da Rede de Referenciação Hospitalar de Oncologia, "o que lhe atribui a responsabilidade do diagnóstico e tratamento de tumores, independentemente da sua incidência, em particular dos que exigem técnicas e tecnologia mais complexas e menos vulgarizadas", sustenta a nota de imprensa.