prisão preventiva do ex-primeiro-ministro José Sócrates

«Há uma concentração de competências em meia dúzia de magistrados. Isso é preocupante, significa que ao longo dos anos não se investiu na investigação deste tipo de crimes, na consolidação de recursos, nas condições de trabalho e inclusive na especialização», disse Luis de Sousa à agência Lusa, acrescentando que «não se cuidou [deste problema] porque não há uma estratégia política de combate à corrupção, nunca houve nos sucessivos governos».




«Poderá haver aqui uma estratégia política de fazer com que a Justiça não funcione, com que as investigações não levem a bom porto, temos variadíssimas ilustrações que nos levantam a suspeita de interferência política», sublinhou.


«Estou preocupado que estejamos a navegar sem qualquer rumo ou estratégia política de combate à corrupção e que o pouco que se vê seja fruto do trabalho e profissionalismo de alguns agentes da Justiça, que nem sequer são assim tantos. Sabemos que há agentes da Justiça que não querem ter nas mãos estes tipos de processos – processos quentes – e que fogem deles como o diabo na cruz», sublinhou.