O novo acesso da A25 à cidade de Aveiro pela avenida das Agras, que se encontrava vedado há mais de três anos por falta de licenciamento, abriu hoje à tarde ao trânsito.

Durante um encontro com jornalistas para assinalar a abertura da nova ligação rodoviária, o presidente da Câmara de Aveiro, Ribau Esteves (PSD/CDS/PPM) realçou o facto de o município não ter de devolver os fundos comunitários utilizados na obra, que representou um investimento de 850 mil euros.
 

"Até ao final de 2015, tínhamos que ter a operação plenamente materializada, paga e licenciada, para não pôr em risco o financiamento de 85% que tivemos para esta obra do programa Mais Centro", disse Ribau Esteves.


O autarca criticou ainda o anterior executivo autárquico, liderado por Élio Maia (PSD/CDS), que "fez uma obra ilegal e ainda por cima desrespeitando uma condicionante de território que é a Reserva Ecológica Nacional, e sem ter conseguido licenciar a própria ligação".

Na ocasião, Ribau Esteves descreveu todos os passos que a autarquia deu, nos últimos dois anos, para conseguir licenciar o novo acesso, congratulando-se com a disponibilização desta infraestrutura ainda dentro de 2015, cumprindo todos os compromissos formais com o programa Mais Centro.
 

"É uma nova entrada que se abre para garantir melhor fluidez, melhor acessibilidade e maior rapidez nos acessos de entrada e saída nesta zona da cidade", disse o presidente da Câmara de Aveiro.


O chamado Nó das Agras, na A25, foi executado pelo Município de Aveiro, durante o mandato de Élio Maia, para permitir uma nova entrada na cidade, a partir da avenida das Agras.

Apesar de concluída, a obra não abriu imediatamente ao tráfego, devido a problemas de licenciamento das entidades com jurisdição sobre aquela autoestrada concessionada, nomeadamente junto do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).

Uma das exigências do IMT para autorizar a abertura do novo acesso foi a construção por parte da autarquia de um pórtico de sinalização na A25, que custou cerca de 28 mil euros.

Recentemente, o município assinou um protocolo com a Ascendi, que define os limites de jurisdição e responsabilidades de manutenção do novo nó rodoviário.