A Polícia Judiciária (PJ) anunciou esta terça-feira a detenção de quatro pessoas, uma delas guarda prisional, suspeitas de tráfico e de introduzirem droga no Estabelecimento Prisional de Chaves, distrito de Vila Real.

As detenções, dos três homens e uma mulher, foram efetuadas por elementos da Unidade Local de Investigação Criminal da PJ de Vila Real.

Em comunicado, esta força policial referiu que o grupo de suspeitos, entre os quais um guarda prisional, terá procedido, «de forma organizada e reiterada, à introdução e transação de estupefacientes num estabelecimento prisional».

A PJ explicou que foi desencadeada uma operação policial que culminou com a realização de várias buscas domiciliárias e não domiciliárias e a apreensão de produto estupefaciente, bem como de outros objetos e documentos com presumível relevância probatória.

A investigação teve a colaboração da Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais e da direção do estabelecimento prisional onde o guarda desempenhava funções.

Os detidos, com idades compreendidas entre os 36 e os 42 anos, três sem ocupação laboral e um guarda prisional, vão ser presentes na quarta-feira ao Tribunal de Chaves para aplicação de eventuais medidas de coação.

O presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, Jorge Alves, disse à agência Lusa que o guarda, de 42 anos e residente em Vila Real, foi detido à entrada ao serviço esta manhã, na portaria da cadeia, tendo na sua posse produto estupefaciente.

O responsável referiu ainda que o detido foi eleito recentemente delegado sindical do Estabelecimento Prisional de Chaves, pelo que se revelou «chocado e desiludido» com a detenção do colega, que entrou em 1995 para os serviços prisionais.

«Felizmente estes casos são isolados», salientou.

No entanto, reconheceu ser uma «situação muito preocupante» e lembrou a responsabilidade dos guardas prisionais de guardarem «com zelo as pessoas que estão privadas da liberdade» e as quais, na maior parte dos casos, estão presas por tráfico de droga.

A agência Lusa tentou obter esclarecimentos junto da Direção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, a qual ainda não deu qualquer resposta.