A Polícia Judiciária (PJ) anunciou hoje a detenção de quatro pessoas, residentes na Figueira da Foz, distrito de Coimbra, suspeitas dos crimes de tráfico de estupefacientes e branqueamento de capitais.

Em comunicado, a Diretoria do Centro do PJ, sediada em Coimbra, informa que desencadeou uma ação na Figueira da Foz e em Leiria, que culminou na detenção de dois homens e de duas mulheres, com idades entre os 20 e 57 anos, que “constituíam parte de uma rede familiar que, de forma organizada, colocava no ‘mercado’” destas cidades “quantidades assinaláveis de estupefacientes, nomeadamente cocaína e heroína”.


Contrafação e droga


Além das detenções, foram constituídas arguidas 12 pessoas, numa operação em que foram realizadas 15 buscas domiciliárias e 13 buscas em viaturas, “tendo sido apreendidas mais de 700 doses de cocaína e heroína, três balanças de precisão” e cerca de cem peças em ouro de elevado valor.

Foram igualmente apreendidos cerca de 15.500 euros em numerário, “mais de 700 peças de vestuário contrafeitas, mobiliário diverso, eletrodomésticos de gama alta, equipamento informático, de comunicações e imagem, e seis viaturas, sendo uma delas de gama alta e outra de coleção”.

A operação, denominada “Contraste”, teve a colaboração do Departamento de Investigação Criminal de Leiria da PJ, da PSP e da GNR.

No âmbito desta investigação tinham sido já detidas três pessoas e apreendidas dez mil doses de haxixe, adianta o comunicado da PJ.

Fonte da Diretoria de Coimbra da PJ disse à agência Lusa que os detidos, feirantes e desempregados, são uma mulher, o seu filho e nora, e o genro daquele.

“A mulher mais velha tem antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crime”, referiu a mesma fonte, adiantando que os arguidos “tanto vendiam a droga diretamente a consumidores como a outros traficantes para posterior revenda”.

 

Prisão preventiva para dois dos detidos


Duas das quatro pessoas vão aguardar julgamento em prisão preventiva, disse hoje à agência Lusa fonte policial.

“Duas pessoas, o casal, ficaram em prisão preventiva, enquanto a mãe e o genro do arguido estão obrigados a apresentações trissemanais em posto policial da área de residência”, informou a Diretoria de Coimbra da Polícia Judiciária (PJ), explicando que todos estão proibidos de contactarem entre si.