A Guarda Civil espanhola anunciou esta quarta-feira a detenção de 27 pessoas por suspeita de tráfico de droga em várias regiões de Espanha e Portugal, onde em agosto foram apreendidos quase 300 quilos de cocaína ao largo de Portimão.

A denominada operação «Sosso» foi iniciada na Cantábria há alguns meses quando a Guarda Civil identificou várias pessoas que consumiam, guardavam e produziam substâncias estupefacientes, sobretudo em Santander mas também noutras localidades da região.

A investigação policial apurou que os suspeitos formavam uma organização criminosa com ramificações em Madrid e Barcelona e que estariam à espera um veleiro com carga proveniente da Colômbia e que atracaria, via Venezuela, no porto português de Portimão.

No dia 03 de agosto, a Polícia Judiciária (PJ) disse ter desmantelado parte uma rede internacional de tráfico de cocaína, com a detenção de cinco pessoas em Portimão.

«Pensamos ter desmantelado esta rede em Portugal, numa operação iniciada pela polícia espanhola, que pediu a nossa colaboração», disse naquela data aos jornalistas o coordenador da Unidade Nacional Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE).

«A operação decorreu sem incidentes, em cooperação com a Marinha e as autoridades espanholas, tendo os homens sido surpreendidos na praia cerca das 14:00 horas, numa altura em que na praia se encontravam com muitos veraneantes», disse José Ferreira.

De acordo com a PJ, três dos cinco homens encontravam-se no interior de um veleiro de sete metros, e dois em terra junto à praia de Ferragudo, no Rio Arade, em Portimão.

No interior da embarcação a polícia apreendeu 287 quilos de cocaína, suspeitando as autoridades que a droga era proveniente da América Latina, destinando-se ao mercado espanhol e europeu.

Segundo o coordenador da UNCTE, os 287 quilos de droga tinham um valor superior a 10 milhões de euros no mercado.

Na operação hoje divulgada pelas autoridades espanholas, foram detidas 27 pessoas-18 colombianos, seis espanhóis, dois romenos e um norte-americano-, das quais 13 ficaram presas e as restantes sujeitas a outras medidas de coação, reporta a Lusa.