O Ministério Público acusou três pessoas pela prática dos crimes de associação de auxílio à imigração ilegal e tráfico de menores, no âmbito de uma investigação sobre tráfico de crianças de Angola para a Europa.

De acordo com informação disponibilizada esta terça-feira pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) os menores eram retirados de Angola, com destino aos países do espaço Schengen, com uso de documentos falsos. Esta é, de resto, outra das acusações contra os três arguidos.

“A atuação dos arguidos consistia na retirada ilegal de menores do continente africano, através da obtenção de documentação falsa, assegurando o acompanhamento de menores em viagem, nomeadamente de Angola com destino a Países do Espaço Schengen, contando com a logística, disponibilizada a troco de dinheiro”, de uma organização criminosa sedeada em Luanda


Afirmando que no âmbito do processo foi preciso emitir cartas rogatórias e fazer exames periciais e análise de dados de comunicações, o DCIAP diz que um dos arguidos foi detido no início do mês no aeroporto do Porto na companhia de três menores que tentava introduzir ilegalmente em Portugal.

Foram apreendidos documentos e equipamentos eletrónicos e os menores foram acolhidos por uma instituição, acrescenta.

Segundo o Observatório de Tráfico de Seres Humanos foram sinalizados no ano passado 27 menores, nove deles de Angola, como presumíveis vítimas de tráfico em Portugal.