Um dos seis arguidos detidos por tráfico de armas, na terça-feira, ficou em prisão preventiva, e os restantes, com apresentações periódicas às autoridades e proibição de contactos com os restantes arguidos, informou hoje o Ministério Público (MP).

Segundo a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), além dos seis arguidos, “fortemente indiciados” por tráfico de armas, duas outras pessoas foram constituídas arguidas, por posse de arma proibida.

Estes últimos ficaram sujeitos a termo de identidade e residência (TIR), por decisão de um juiz de instrução criminal de Loures.

Segundo a PGDL, os arguidos dedicavam-se, “pelo menos desde abril de 2015, à aquisição e venda de armas, munições e objetos necessários ao uso daquelas, com o intuito de obterem vantagem económica”.

No momento da detenção – adianta a PGDL -, foram apreendidas, aos arguidos, dezenas de armas, de diferentes características e calibres, centenas de munições, de diferentes calibres, e vários objetos incluindo carregadores, coldres, punhos e cartucheiras.

A investigação prossegue sob a direção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Loures, em articulação com a Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT) da PJ.

Na quarta-feira, em conferência de imprensa, o diretor da Unidade Nacional Contra Terrorismo (UNCT) da PJ, Luís Neves, disse que a operação decorreu nos distritos de Leiria, Lisboa (concelhos de Sintra, Amadora e Loures), Setúbal e Évora, tendo a PJ realizado várias buscas domiciliárias e não domiciliárias.

“Dos detidos, há pessoas diretamente ligadas ao tráfico, e outras, apenas a posse”, sublinhou, na altura, Luís Neves, acrescentando que, na operação, foram também identificados alguns dos compradores.

Os detidos, todos de nacionalidade portuguesa, têm idades entre os 20 e os 50 anos, disse o diretor da UNCT